Pontos Quentes em Cães
Pontos Quentes de Inverno em Cães: Riscos, Causas e Tratamentos
Embora os pontos quentes sejam mais comuns nos meses mais quentes devido ao aumento da humidade e do calor, também podem surgir no inverno devido ao ar seco, alergias ou outras condições subjacentes.
Por Dr. Isabella Miao
5 min read
As zonas quentes em cães, também conhecidas como dermatite húmida aguda, são uma condição de pele comum que tipicamente se agrava nos meses mais quentes. No entanto, as zonas quentes no inverno são um problema subestimado, especialmente em cães com pelagem densa ou aqueles expostos a aquecimento interior e neve. Ao contrário da crença de que o tempo frio protege os cães de problemas de pele, o inverno introduz um conjunto único de riscos que podem tornar o seu cão tão vulnerável — se não mais — às zonas quentes. Este guia abrangente explora por que razão os cães desenvolvem zonas quentes no inverno, os fatores de risco únicos, como tratá-las e preveni-las, e perguntas frequentes que os donos de animais devem conhecer.
O Que São Zonas Quentes em Cães?
As zonas quentes são áreas de pele inflamadas e infetadas que frequentemente aparecem subitamente e podem espalhar-se rapidamente. Estas feridas húmidas e exsudativas são pruriginosas, dolorosas e normalmente fazem com que o cão lamba, morda ou coce a área afetada, agravando a condição.
Sintomas Comuns:
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Lesões vermelhas e vivas

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Perda de pelo à volta da zona
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Pus ou humidade
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Mau odor
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Comichão e desconforto
Por Que Razão os Cães Desenvolvem Zonas Quentes no Inverno?
Embora as zonas quentes sejam mais frequentemente associadas ao verão, a estação invernal apresenta os seus próprios desafios.
1. Aquecimento Interior Seco
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O aquecimento central resseca a pele do seu cão, causando irritação e comichão.
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A pele seca leva a coceira excessiva, o que pode desencadear zonas quentes.
2. Humidade da Neve e Gelo
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Pelagem e patas molhadas devido à neve podem reter humidade junto à pele.
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A humidade cria um terreno fértil para bactérias.

3. Pelagens Mais Densas no Inverno
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Muitas raças desenvolvem pelagens mais densas no inverno, reduzindo o fluxo de ar para a pele.
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A humidade retida e a má ventilação levam ao crescimento bacteriano.
4. Banhos e Escovagem Reduzidos
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Os donos costumam dar banho aos cães com menos frequência no inverno, causando acumulação de sujidade, caspa e alérgenos.
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A escovagem menos frequente permite a formação de nós e emaranhados, irritando a pele. O ciclo de irritação pode ser: Alergias → comichão → lamber/coçar → pele lesionada → zonas quentes.
5. Alergias de Inverno
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Ácaros do pó, bolor e alérgenos interiores podem agravar-se com as janelas fechadas e o aquecimento ligado.
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Reações alérgicas podem causar comichão na pele e infeções secundárias.
Raças Mais Propensas a Zonas Quentes no Inverno
Certas raças são mais suscetíveis a zonas quentes durante o inverno:
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Golden Retrievers
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Pastores Alemães
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Terras Novas
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Boieiros de Berna
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São Bernardos
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Collies
Estas raças têm pelagens densas e pele sensível, tornando-as candidatas de alto risco nos meses frios.
Tratamento de Zonas Quentes no Inverno
O tratamento rápido e adequado é essencial para evitar que as zonas quentes em cães no inverno piorem ou se tornem recorrentes.
1. Aparar o Pelo à Volta da Zona Quente
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Utilize máquinas de cortar seguras para cães para remover o pelo à volta da área.
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Permite que o ar atinja a lesão e acelera a cicatrização.
2. Limpar a Área
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Utilize uma solução antissética como clorexidina ou povidona-iodada.
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Limpe suavemente a área duas vezes por dia.
3. Aplicar Tratamentos Tópicos
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Utilize sprays recomendados pelo veterinário para tratar zonas quentes e gerir a infeção e a comichão. Evite cremes com álcool ou ingredientes para humanos.
Puainta® Quantum Silver Anti-itch Skin Spray foi especificamente concebido para tratar sintomas de zonas quentes em cães e gatos, e ajudar a acalmar a pele vermelha, escamosa, oleosa ou com mau cheiro. Desodoriza e ajuda a aliviar infeções fúngicas e bacterianas da pele, alivia a comichão em gatos e cães, e ajuda a controlar a propagação das lesões.
4. Administrar Medicamentos
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Para casos graves, o seu veterinário pode prescrever:
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Antibióticos orais
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Esteroides ou anti-histamínicos
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Medicamentos antipruriginosos ou anti-inflamatórios
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5. Prevenir Lamber e Coçar
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Utilize um colar elisabetano (colar E)
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Cones de recuperação macios ou fatos de recuperação podem ser mais confortáveis
Tempo Geral de Cicatrização
Gravidade da Zona Quente Tempo de Cicatrização no Inverno Notas Ligeira (fase inicial) 4–7 dias Se detetada precocemente, limpa e mantida seca, a maioria das zonas menores resolve-se dentro de uma semana. Moderada (inchaço, crostas) 7–14 dias Envolve aparar o pelo, medicação tópica e gestão comportamental. A pele seca pode prolongar a comichão. Grave (exsudação, grandes lesões) 2–3 semanas ou mais Pode exigir antibióticos orais, esteroides e várias visitas ao veterinário. A humidade da neve ou do subpelo pode complicar a cicatrização.
Estratégias de Prevenção para Zonas Quentes no Inverno
A prevenção de zonas quentes no inverno envolve cuidados de higiene proativos, cuidados com a pele e controlo ambiental.
Dicas de Higiene:
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Escove o seu cão diariamente para remover nós e pelos soltos
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Dê banho com champô hidratante uma vez a cada 4-6 semanas
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Seque bem após passeios na neve ou chuva
Manutenção da Pelagem:
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Apare o pelo comprido nas áreas de alto risco (orelhas, patas, barriga)
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Utilize sprays desembaraçantes e condicionadores de pelagem
Cuidados com a Pele:
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Aplique sprays hidratantes seguros para cães ou óleo de coco na pele seca
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Utilize um humidificador para manter a humidade da pele no interior
Ajustes Ambientais:
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Evite sobreaquecer a sua casa
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Limpe as patas e a barriga do seu cão após atividades ao ar livre

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Limite o contacto com passeios salgados (podem irritar a pele)
Quando Consultar um Veterinário
Procure ajuda profissional se:
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A zona quente estiver a crescer rapidamente
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O seu cão apresentar sinais de doença sistémica (febre, letargia)
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Não houver melhoria dentro de 48 horas de tratamento caseiro
Processo de Diagnóstico:
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Exame visual
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Raspagem ou cultura da pele para descartar parasitas
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Testes de alergia se for recorrente
Perguntas Frequentes (FAQs)
P1: As zonas quentes podem desenvolver-se mesmo que o meu cão fique dentro de casa durante o inverno?
R: Sim. O ar seco interior, alergias e inatividade podem contribuir para zonas quentes mesmo em cães que vivem exclusivamente dentro de casa.
P2: Devo rapar a pelagem do meu cão no inverno para prevenir zonas quentes?
R: Não. Em vez disso, apare as áreas-chave e mantenha a higiene regular. Rapar pode reduzir o isolamento térmico e levar à exposição ao frio.
P3: A neve é prejudicial para a pele do meu cão?
R: A neve em si não é prejudicial, mas a humidade retida da neve derretida pode irritar a pele e favorecer bactérias.
P4: As zonas quentes significam que o meu cão é alérgico a algo?
R: Nem sempre, mas as alergias podem ser um fator contribuinte. Zonas quentes recorrentes justificam testes de alergia.
P5: Certos alimentos ajudam a prevenir zonas quentes no inverno em cães?
R: Sim. Alimentos ricos em ácidos gordos ómega-3 (como salmão ou linhaça) promovem uma pele saudável.
Considerações Finais
As zonas quentes em cães no inverno são uma preocupação real que os donos de animais não devem ignorar. A estação fria traz uma série de fatores irritantes para a pele, desde o ar seco até pelagens molhadas e alérgenos interiores. Com higiene proativa, ajustes ambientais e tratamento atempado, pode ajudar o seu cão a manter-se confortável e livre de zonas quentes mesmo durante os meses mais frios.
Sobre a autora
Isabella Miao, Médica Veterinária
Médica Veterinária
A Dra. Isabella Miao é uma veterinária compassiva e dedicada, com mais de 10 anos de experiência na prestação de cuidados excecionais a animais de estimação de todos os tipos. Especializada em medicina preventiva e cuidados de emergência, a Dra. Miao tem uma profunda paixão por promover a saúde e o bem-estar geral dos animais. Os seus vastos conhecimentos, aliados à sua abordagem empática, conquistaram a confiança e a admiração tanto dos tutores de animais de estimação como dos seus colegas.
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